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TRANSPOSUL ENTRE OS MAIORES EVENTOS DE LOGÍSTICA DO BRASIL

No dia 23 de junho iniciou a 17ª TranspoSul, o maior evento de transporte e logística do Sul e o segundo maior do Brasil, promovido pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Rio Grande do Sul (Setcergs), no Centro de Exposições da FIERGS, em Porto Alegre/RS.

Na ocasião, o presidente do Setcergs, Afrânio Kieling, deixou um recado aos empresários. “Não podemos confundir racionalização com corte. Esse é o nosso maior desafio, pois o Brasil precisa ser mais competitivo no cenário internacional. O transporte e a logística estão inseridos nesse caminho de produtividade”, disse.

Para ele, mesmo que o país careça de um programa de renovação de frota, a cadeia de suprimentos, liderada pela indústria automobilística, disponibiliza alta tecnologia capaz de colocar o setor à frente. “Somos movidos a desafios, somos persistentes, e a TranspoSul é um passo à frente, um grande passo em direção ao sucesso”, concluiu.

O setor de transporte conta com 2,6 milhões de trabalhadores, o que equivale a 20,5% da força de trabalho empregada no setor de serviços privados não financeiros. Apenas no Brasil, atuam 1.062,94 transportadores, segundo dados de junho de 2015 da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). No Brasil, a frota de caminhões, segundo a ANTT, é de 2.290.958 veículos. Os transportadores, no País, são divididos em: autônomos, empresas e cooperativas. Os autônomos somam 884.087 no Brasil, as empresas são 178.397 no País e 420 cooperativas em âmbito nacional.

O cenário econômico atual impactou no setor de transporte e logística, reduzindo em 42% a venda de caminhões novos entre janeiro a maio no Brasil, segundo a Fenabrave.

Para a Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários de Carga antes o custo do trabalho equivalia em média 35% do total recebido pelo frete, hoje este valor chega a 65%. Para o presidente do Setcergs, Afrânio Kieling, o diesel corresponde a 40% do frete e em algumas localidades, a exemplo de Goiânia, o pedágio é maior que o valor do combustível. "O setor está achatado e os clientes reclamam que o valor do frete é muito caro. Na Europa o custo da logística é quase a metade. No Brasil os impostos cascata, o pedágio e os custos com o diesel sobrecarregam os valores", comenta Afrânio.

A liderança que também destacou a importância de movimentos como o da Fenabrave no sentido da renovação de frota. "Compramos muitos caminhões em 2013 com a eminência da troca do diesel, mas ainda temos uma frota muito velha, próxima dos 20 anos. Veículos mais jovens melhorariam os custos do frete. Um exemplo que devemos seguir é o americano. As empresas nos Estados unidos rodam 24horas, no Brasil a maioria das empresas trabalham oito horas. No RS são 269 mil caminhões transportadores sendo que 18% deles estão parados por falta de frete", finaliza.