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Segmentos Implementos Rodoviários

ANFIR

A Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir) divulgou no início de janeiro os dados da indústria de implementos rodoviários em 2014. Segundo a associação o setor apresentou queda de 10,22% se comparado ao ano anterior. Ao todo, as empresas do setor comercializaram no ano passado 159.618 unidades ( Linha Leve e Linha Pesada ) , ante 177.795 produtos computados no acumulado de 2013 ( Linha Leve e Linha Pesada ).

A entidade acredita que as perspectivas para o mercado em 2015 ainda serão de queda. “Como a economia permanece na retranca, acredito que a retração esse ano poderá ficar em torno de 5%, salvo se surgirem medidas que venham a dar suporte à retomada nos negócios”, diz Alcides Braga, presidente da Anfir. Na mira da retração estarão os modelos da linha de Reboques e Semirreboques pesados visto que são os mais afetados pelas alterações no PSI/Finame, acrescenta o presidente.

Para o presidente entre os maiores entraves para o crescimento do setor de implementos rodoviários em 2015 está o desaquecimento da economia. “O setor depende efetivamente do desempenho dos demais segmentos da economia para crescer. Outro entrave é a parcela financiável do PSI/Finame que baixou de 100% para 70% (pequenas e médias empresas) e 50% (grandes empresas). Após um ano de resultados ruins as empresas não estão com caixa e as que têm preferem manter seus recursos intactos caso a economia em 2015 também não responda bem. Teremos queda nas vendas porque o PSI/Finame é o principal sustentáculo das operações de venda de reboques e semirreboques.”, comenta.

Porém a Anfir ventila a possibilidade das instituições financeiras privadas financiarem de forma competitiva o segmento de implementos rodoviários. Segundo o dirigente, a alteração nas linhas de crédito do BNDES reduziu a participação do banco oficial e abriu espaço para a presença dos bancos privados nas operações de financiamento. O executivo completa dizendo que a iniciativa é importante para atrair clientes a fazer aquisições sem desembolso de capital de giro.

Em 2014 a  linha pesada foi a que apresentou maior queda no comparativo,  recuo de 19,37%, já nas linhas leves a queda foi menor, 4,27%. De acordo com a entidade, a definição das condições para 2015 do PSI/Finame, que no Brasil é responsável por financiar a maior parte dos implementos rodoviários da linha pesada, também trará impacto negativo nas vendas do setor no primeiro trimestre do ano. A taxa anual de juros praticada nos financiamentos no âmbito do programa passou para 10% para as grandes empresas, 9,5% para as pequenas e médias empresas e 9% na modalidade Pró-Caminhoneiro, destinada a autônomos.

Na linha leve, onde o impacto das regras do PSI/Finame foi menor porque uma boa parte das empresas compradoras não consegue se enquadrar nas regras do BNDES, as vendas deverão seguir em baixa, influenciadas pelo desempenho da economia no ano anterior. A avaliação da entidade é que como 2014 não foi um ano bom para a maioria dos negócios esse desempenho influenciará o comportamento dos empresários em 2015. Na avaliação da Associação, os planos de aquisições e renovações serão revistos e é natural que haja um comportamento mais conservador para a compra de implementos rodoviários.

Fonte: Anfir