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VENDAS AO CAMPO SOBEM 0,7% EM OUTUBRO

O desempenho do mercado de máquinas agrícolas durante outubro começa a confirmar a expectativa da Anfavea sobre uma tendência de melhora das vendas para o último trimestre do ano, após nove meses fracos. Apesar da queda de 17% das entregas no acumulado de dez meses contra mesmo período do ano passado, para pouco mais de 59,1 mil unidades, o levantamento da entidade mostra que houve pequeno aumento de 0,7% dos negócios na passagem de setembro para outubro, quando o setor registrou 6,65 mil unidades, entre equipamentos agrícolas e rodoviários, resultando no melhor mês do ano em vendas para o setor até agora.

“A expectativa é boa para os próximos dois meses, especialmente por causa da safra, que reflete diretamente no mercado de colheitadeiras. A tendência é de que o ano vire com essa reação mais consistente”, analisa Ana Helena de Andrade, vice-presidente da Anfavea e diretora de assuntos governamentais da AGCO, grupo que reúne as marcas Massey Ferguson e Valtra. 

- Veja aqui os dados divulgados pela Anfavea. 

Em outubro, as vendas de colheitadeiras cresceram 27% sobre setembro, para 734 unidades, enquanto que no acumulado de janeiro a outubro o segmento segue com queda, de 20,1% sobre igual período de 2013. Já o de tratores, por causa da sazonalidade, mantém a retração: as entregas diminuíram 14,8% no acumulado, para volume de 48,4 mil unidades, mas subiram 2,4% em outubro contra o mês anterior, ao vender 5,4 mil máquinas. 

O segmento também pode ser beneficiado nos dois últimos meses pela decisão de produtores rurais que devem aproveitar o Finame PSI a uma taxa de 6% ao ano, válida até 31 de dezembro, uma vez que ainda não há definição, por parte do governo, das condições de taxa para a linha de financiamento em 2015. 

A Anfavea, que para 2014 espera uma queda de 12% das vendas de máquinas sobre o ano passado, só divulgará a projeção de 2015 em janeiro próximo, mas Ana Helena adianta que para o segmento a expectativa é de “estabilidade com viés positivo”. 

EXPORTAÇÕES E PRODUÇÃO

Nas exportações, as fabricantes também verificaram outubro como um dos melhores meses do ano, em volume, com 1,31 mil unidades embarcadas. No entanto, representou queda de 4,6% sobre setembro. No comparativo anual do acumulado, a retração foi de 9,5%.

A representante da Anfavea explica que com a dificuldade de exportar para a Argentina, o principal mercado de exportações do Brasil, mantêm-se a tendência de alocar os negócios para outros mercados. A própria América do Sul tem sido um importante destino, com destaque para o Paraguai, que de janeiro a outubro, registrou participação de 25% do total do valor exportado em máquinas agrícolas pelo Brasil, seguida pela Argentina, com 11%. Uruguai e Venezuela empatam em 6%, considerando o mesmo período. 

“Outro mercado de importância é o africano, para onde o Brasil já enviou o primeiro lote de máquinas (tratores) por meio do programa Mais Alimentos Internacional: é uma abertura para explorar ainda mais o potencial daqueles mercados.” 

Com a melhora das vendas de outubro para o mercado interno e maior volume de exportações, a produção subiu 10% no comparativo mensal, para 7,9 mil unidades, sendo o terceiro melhor mês do ano. No acumulado, as linhas de montagem entregaram 15,6% menos máquinas do que no ano passado. 

As projeções de exportações e produção da Anfavea para máquinas também são de queda: neste ano, as fabricantes devem anotar retrações de 10,3% e 13,3%, respectivamente.